Domingo, Novembro 08, 2009

Renascer até morrer?

Por Renato Vargens

Acabo de assistir no púlpito cristão um vídeo altamente esclarecedor sobre a Marcha para Jesus. Nele, milhares de pessoas conduzidas pelos Hernandes caminham pelas ruas de São Paulo declarando sua fé em Cristo. Contudo o que mais me chamou a atenção foi perceber em meio a multidão, inúmeras pessoas gritando bem alto o nome da Renascer, como também declarando que seguiriam a famosa igreja apostólica até o fim dos seus dias.

A sandice chegou a tal ponto que alguns membros, pastores, bispos e líderes da Igreja Renascer tatuaram em si mesmos as inscrições “Renascer até Morrer”. Segundo alguns que fizeram a tatuagem, o motivo que os levaram a fazer isso foi o milagre que Deus fez na vida deles através da Igreja Renascer em Cristo.

Caro leitor, confesso que me assusta o fato de ver pessoas tatuando as imagens dos Hernandes em seus corpos, como por exemplo o presbítero Júnior. Segundo ele, sua tatuagem foi feita em demonstração do seu amor ao pai Apóstolo Estevam e a mãe Bispa Sônia.

Ora, vamos combinar uma coisa? Não são estes por acaso que estavam presos nos Estados Unidos por evasão de divisas? Não são estes que tem ensinado um evangelho espúrio e ensimesmado que se fundamenta na maldita teologia da prosperidade? Não são estes que têm comercializado a fé evangélica fundamentando seus ensinamentos na confissão positiva?

Pois é, o comportamento dos adeptos da Renascer se assimila em muito ao comportamento de algumas seitas, onde seus líderes exercem um papel quase messiânico, ditando sobre os seus seguidores regras e princípios absolutamente antagônicos as Escrituras Sagradas.

Isto posto afirmo que a Igreja Renascer em Cristo e seus freqüentadores caminham por estradas perigosas, cujo final pode ser trágico.

Pense nisso!


Renato Vargens

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Por que o meu blog se transformou em um blog apologético?

Por Renato Vargens
O Senhor me tem concedido o privilégio de escrever. Pela graça de Deus tenho escrito livros, artigos e crônicas pastorais, que nos últimos anos tem abençoado milhares de pessoas nos mais diferentes países.

O meu blog possui mais de 530 artigos publicados nos mais diferentes temas, onde família, juventude, cotidiano, missão integral, cidadania e política, música e teologia se fazem presentes.

Uma multidão de mais de 200 mil pessoas já leram os meus textos, deixando impressos em páginas digitais, milhares de comentários. Ultimamente, em virtude da apostasia evangélica, bem como as aberrações teológicas dos apóstolos da modernidade, tenho dedicado parte dos meus escritos a apologética, onde de forma séria e apaixonada tenho procurado defender a doutrina cristã. Entretanto, algumas pessoas ao longo dos últimos meses me têm escrito criticando a minha forma de defender a fé. Para estes, em nome do amor, eu não deveria apontar os desvios doutrinários das igrejas evangélicas e sim promover a unidade da Igreja de Cristo Jesus. Segundo estes irmãos, defender a fé não deve ser responsabilidade do cristão, até porque, somente o Senhor é quem possui poder para julgar os corações dos homens.

Pois é, acabo de chegar de Cabo Verde, África, onde tive o privilégio de pregar em um Congresso de Famílias. Ao caminhar pelas ruas da capital, pude perceber a existência de uma enorme Catedral da Igreja Universal do Reino de Deus. Sem titubeios perguntei a um dos pastores que comigo estava: O que eles têm pregado por aqui? O pastor demonstrando uma enorme preocupação respondeu: Um evangelho diferente do ensinado na Bíblia. Segundo ele, a IURD havia ressuscitado algumas práticas pagãs onde a superstição e o misticismo se faziam presentes jogando por terra o trabalho de décadas dos missionários cristãos.

Como inúmeras vezes escrevi neste blog, não sei fazer o jogo do contente, nem tampouco consigo fechar os olhos as aberrações teológicas do neo-pentecostalismo. Em virtude disto acredito que mais do que nunca a Igreja de Cristo precisa preservar a sã doutrina defendendo os valores inegociáveis da fé cristã. Isto posto, afirmo que a apologética cristã é um ministério indispensável a saúde do Corpo de Cristo.

A palavra "apologética" vem do grego "apologia", e significa "uma defesa verbal". O termo é utilizado oito vezes no Novo Testamento: At 22:1; 25:16; 1 Co 9:3; 2 Co 7:11; Fl 1:7,17; 2 Tm 4:16; 1 Pd 3:15. A apologética é a parte da Teologia que se encarrega de apresentar uma defesa da Bíblia contra toda e qualquer contestação que possa surgir por parte de qualquer pessoa. Nessa defesa podem-se incluir as ciências como: Arqueologia, Paleontologia, Biologia, Filosofia, Matemática, Física, Química, etc. (1)

Como bem disse Robson Tavares Fernandes a boa apologética é aquela que consegue englobar todas essas áreas de conhecimento de acordo com as necessidades, aplicando-as apropriadamente, com mansidão, temor e amor por aqueles que estão vivendo no engano.

Pois é cara pálida, dias dificeis os nossos! Por mais que alguns defendam o silêncio e a "polianização" da fé, não me é possível calar diante das distorções teologicas do catolicismo romano, do neo-pentecostalismo e outros tantos "ismos" mais.

Em virtude disto não exitarei em continuar defendendo a fé cristã apontando erros e dando nome aos bois.

"Doela a quem doela", isto farei.

Nele que é a verdade absoluta,

Renato Vargens

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Unção apostólica? O que é isso?

Por Renato Vargens
Com lágrimas nos olhos sou obrigado a confessar que alguns dos evangélicos no quesito criatividade têm conseguido se superar. Se não bastasse os diversos tipos de unção espalhadados por todo Brasil, nesses últimos anos de modo alarmante, tem-se multiplicado neste tupiniquim país essa tal de unção apostólica.

Inúmeras vezes fiquei a me perguntar, o que seria isso, ou, o que representava possuir essa unção, ou até mesmo, o que ela tem de especial?

Após detalhada observância do discurso por parte dos apóstolos modernos, entendi que para estes, possuir a unção apostólica representa ter recebido da parte de Deus um poder especial o qual capacita o crente a viver a vida acima da média. Para o apóstolo Cesar Augusto ser apostólico "é valorizar a presença de Deus, é ser fiel, é crer que Deus pode transformar, é ter uma unção especial para conquistar o melhor da terra e, por fim, é crer que Deus age hoje em nossas vidas." Já o apostolo Carlos Monteiro ensina que "a unção apostólica vai ao encontro das carências das pessoas de forma indireta, através de levá-las a possuírem o chamado e propósito de Deus para suas vidas. Isto faz com que se crie uma energia dentro das pessoas para vencer suas próprias carências através de sua fé. Esta ênfase apostólica está baseada no entendimento que Deus nos comprou e salvou com o preço de seu precioso sangue para que sejamos úteis para Ele e façamos sua vontade em nossas vidas. Esta visão leva os cristãos para longe de si mesmos direcionando-os para as prioridades e o estilo de vida do Reino de Deus enquanto Deus se ocupa com suas necessidades primárias."

Pois é, se não bastasse tanta bobagem em nossos arraiais, há pouco ouvi o relato de pessoas afirmando que o crente que não possui a tal unção pode ser considerado crente de “segunda categoria”. E para piorar as coisas, tais pessoas afirmam que nos dias atuais não basta ter o Espírito Santo somente, é necessário possuir a tal unção, até porque somente assim pode-se conquistar o melhor de Deus.

Ora, essa tal de unção apostólica não passa de mais uma mercadoria apresentada nos balcões da fé. Aliás, por acaso você já percebeu que a moda agora é ser apostólico? O culto é apostólico, o louvor é apostólico, as ofertas são apostólicas, tudo absolutamente tudo é apostólico.

Prezado leitor, com dor no coração sou obrigado a confessar essa gente não têm pregado o evangelho do reino. Antes pelo contrário, o evangelho o qual estes têm pregado é humanista, megalomaníaco e patológico.

Tenho a impressão de que o fato de enfatizar em suas mensagens um conteúdo “apostólico” é nada mais, nada menos do que uma sutil tentativa de diferenciar o produto deles daquilo que é oferecido por outras igrejas. Na verdade, é extremamente comum observar em tais movimentos, uma ênfase exagerada na tal unção.

Ah, meu amigo, como inúmeras vezes tenho falado não agüento mais a efervescência da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Não agüento mais, as loucuras e os atos proféticos feitos em nome de Deus. Chega! Basta! Quero viver e pregar o evangelho, quero ver uma igreja, santa, ética, justa e profética, quero ver uma igreja, que não se corrompe diante loucuras dessa era, quero ver uma igreja reformada e reformando, quero ver uma igreja PROTESTANTE!

Soli Deo Gloria

Renato Vargens
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